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Viés da negatividade

Pedro Schütz

Olá a todos,

Você gasta mais tempo focando no negativo do que no positivo?

Por exemplo, você pode ter recebido um “feedback” extremamente positivo em seu recente  trabalho, mas se fixou nas poucas críticas.

Você tem a tendência de se preocupar mais com os “piores cenários” do que com o melhor resultado possível?

Você acha que é mais provável que se sinta vigilante e cauteloso – examinando constantemente seu ambiente em busca de ameaças em potencial – do que se sentir relaxado e confiante?

Se você é como a maioria dos seres humanos, você respondeu “sim” a essas perguntas.

Por quê?

Por causa do que os psicólogos chamam de “viés da negatividade”.

Segundo a Wikipedia, o viés da negatividade é a ideia de que “coisas de natureza mais negativa (por exemplo, pensamentos desagradáveis, emoções ou interações sociais, eventos prejudiciais / traumáticos) têm um efeito maior sobre o estado psicológico do que as coisas neutras ou positivas.

O viés da negatividade é mais um exemplo do motivo pelo qual a perspectiva ancestral é uma lente tão poderosa para entender nosso comportamento, como somos incompatíveis com nosso ambiente atual e o que podemos fazer para mitigar os efeitos prejudiciais que resultam desse descompasso.

Como Rick Hanson, neuropsicólogo e autor de Hardwiring Happiness  explica em um artigo em seu site:

“Os seres humanos evoluíram para ter medo – já que isso ajudou a manter vivos os nossos antepassados – por isso estamos muito vulneráveis (??) a sermos amedrontados e até intimidados por ameaças, tanto reais como “tigres de papel”.

Essa tendência de sermos hiperconscientes de ameaças e focarmos em evitar riscos, nos ajudou a manter a segurança no ambiente natural em que nos envolvemos, mas tem várias consequências indesejáveis (??) no mundo moderno em que vivemos hoje.

Isso é análogo a muitos outros exemplos de “incompatibilidade”:

> Nosso impulso inato de buscar alimentos altamente recompensadores, ricos em calorias, contribuiu para nossa sobrevivência em nosso ambiente ancestral, mas levou a uma epidemia de obesidade e doenças metabólicas e cardiovasculares nos dias de hoje.

> A nossa tendência para conservar energia sempre que possível ajudou-nos a sobreviver aos rigores da vida no Paleolítico, mas contribuiu para o nosso estilo de vida cada vez mais sedentário no mundo industrializado.

> Nossa tendência a ser facilmente distraídos nos alertou para ameaças potenciais no mundo natural (como um predador ou um invasor em nosso território), mas agora leva ao vício em tecnologia em um ambiente moderno que é cheio de distrações.

Esta é a má notícia.

A boa notícia é que, com atenção consciente, podemos “reconectar” nossos cérebros para se concentrar menos em ameaças e estímulos negativos e mais em “ativar o sistema nervoso parassimpático tranquilizador e recarregador para mobilizar mais de seus recursos internos”, nas palavras de Rick Hanson.

Isso não significa que devemos ignorar  as experiências negativas, que servem de aprendizado na maioria das vezes.

É simplesmente reconhecer que nosso cérebro ancestral é incompatível com nosso ambiente moderno e tomar medidas para resolvê-lo da mesma forma que fazemos com dieta, atividade física, sono e outros comportamentos.

Assim como não precisamos ser vítimas de nossos comportamentos “padrão” em relação a comida e exercícios, não precisamos aceitar passivamente nosso viés de negatividade. Pesquisas sugerem que é possível religar nosso cérebro para obter mais felicidade e bem-estar.

Até a próxima!

 

Autor:

Pedro Schütz – Ciência Schutz

   

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