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Gordura Visceral: a mais perigosa!

Pedro Schütz

Por definição, chamamos de gordura visceral a gordura que se acumula nas camadas profundas do abdômen, envolvendo os órgãos internos, como é o caso do coração, fígado, estômago, rins, intestinos e pâncreas. Podendo ser chamada também de depósitos ectópicos de gordura, esta pode nos levar ao óbito.

Este risco todo está diretamente ligado à síndrome metabólica e à resistência à insulina (e suas consequências).

Dentre estas consequências, a diabetes tipo 2, HDL baixo, dislipidemia, triglicerídeos altos, ou seja, todos os fatores de risco muito aumentados para a doença cardiovascular, câncer e Alzheimer, por exemplo.

Em resumo, o acúmulo de gordura visceral, está associado com hiperglicemia, hiperinsulinemia, hipertrigliceridemia e intolerância à glicose.

Estes são alguns dos motivos que fazem da gordura visceral, a gordura mais perigosa, e porque você deve estar atento à ela.

Para estes casos especificamente, não basta apenas emagrecer, mas emagrecer nos locais certos! As estratégias para tal sucesso estão diretamente ligadas à qualidade da comida, ou seja, comida de verdade, mas fundamental que seja low carb! Explicando:

Este estudo controlado e randomizado de dezoito meses e 278 adultos sedentários com obesidade abdominal, fez intervenções dietéticas isocalóricas no estilo low fat ou mediterrânea low carb, dando dessa vez ênfase na redução da gordura visceral como um todo, e não somente na redução do peso total.

Importante salientar que ambas as dietas tinham restrição de carboidratos refinados e gorduras ruins (trans), e os participantes foram incentivados a consumirem mais vegetais. Literalmente dietas “low crap”.

Como resultado, o grupo mediterrâneo low carb teve uma redução da circunferência abdominal (uma medida indireta de gordura visceral) significativamente superior ao grupo low fat. Mais precisamente, o dobro da redução.

A avaliação da gordura visceral foi um ponto forte do estudo, pois utilizou o método padrão ouro: a ressonância magnética com quantificação computadorizada, e as imagens não deixaram dúvida.

Então, a mensagem final é que não basta somente buscar o emagrecimento em si para quem tem gordura visceral em excesso. A hiperinsulinemia afeta diretamente a tendência à deposição ectópica de gordura, e isso não se corrige somente reduzindo calorias. Isso se corrige reduzindo os alimentos que elevam a insulina!

Isto é fisiologia e endocrinologia!

Emagrecer “na balança” se consegue com vários métodos, perder gordura intramuscular ou subcutânea também, mas a gordura mais perigosa para a nossa saúde, se perde com comida de verdade, low carb e com gorduras saudáveis.

Outros parâmetros e indicadores de saúde e longevidade importantes também melhoraram de forma significativa no grupo mediterrâneo low carb: o colesterol HDL se elevou mais do que no outro grupo e os triglicerídeos despencaram.

Reproduzo parte da conclusão do estudo:

“A perda de peso moderada sozinha reflete inadequadamente os efeitos significativos do estilo de vida nos depósitos de gordura aterogênica e diabetogênica. A dieta MED/LC mobiliza depósitos de gordura ectópica específicos. Os depósitos de gordura apresentam uma capacidade de resposta diversificada e são diferencialmente relacionados aos marcadores cardiometabólicos. Protocolos de estilo de vida distinto podem induzir exclusivamente a mobilização de gordura de locais anatômicos específicos”.

 

Até a próxima!

 

Autor:

Pedro Schütz – Ciência Schutz

   

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