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Desculpa ou Interesse?

Patricia Tassinari

Uma das coisas que está na boca das pessoas quando o assunto é conseguir resultados e objetivos, sucesso e fracasso é “Cada um tem sua individualidade!”. Sim, concordo com isso até certo ponto. Vou explicar!

Eu, como Coach motivacional não consigo ver diferença entre seres humanos. O que uma pessoa fez, se ele é humana, e eu quiser fazer também, eu sei que sou capaz de repetir a proeza. Mas terei que repetir os passos e até mesmo, pode ser que tenha que me dedicar com mais afinco a treinar essa nova habilidade. Tudo é uma questão de interesse!

Todos nós somos seres humanos, e sendo assim, temos as mesmas características que o resto de nós: pensamos, andamos, temos cabelos (uns não!), comemos, bebemos e temos até doenças em comum, que passam de um humano a outro por sermos seres de classificação genética da mesma espécie e por sermos fisiologicamente iguais. Uma pessoa não difere da outra na capacidade de raciocínio, nem na capacidade esportiva aparente ou na capacidade de emagrecer caso precise. O que temos, claro são diferenças de habilidades que nos diferenciam entre nós e habilidades que estão impressas em nossos genes (estes sim são diferentes…uma pessoa nunca é igual a outra). Mas no senso comum, por exemplo, o fato de trabalhar, escrever, ler, pegar uma gripe e até mesmo seguir uma dieta não diferencia em nada de uma pessoa para outra. Somos todos iguais neste quesito. O que diferencia entre nós são os nossos “interesses” e individualidades pessoais, que de certa forma se apresenta até como uma redundância, pois se é individual, é pessoal.

O que digo que a maioria confunde é que quando uma pessoa diz que não consegue seguir uma semana certo de dieta ela logo entra com a ressalva: “Cada um é um e temos individualidades!”. Concordo com isso quando a individualidade de uma pessoa seja uma intolerância alimentar, ou uma incapacidade de fazer algo (por deficiência congênita ou adquirida) e não como as pessoas estão usando como desculpa por não conseguir. O que temos neste caso, é interesses diferentes.

Uma pessoa que trabalha 10horas por dia e mesmo assim quer fazer aula de dança, vai arrumar um meio de conseguir fazer as aulas de dança, mesmo que seja 1x por semana das 21hrs às 22hrs. Neste momento, o cansaço da semana e as horas de trabalho não influenciam, pois, a pessoa tem interesse na aula de dança. Se alguém me oferecer aulas de dança, e eu estando nas mesmas condições de cansaço e trabalho, provavelmente posso dar a desculpa: “Ahhh eu não tenho tempo, eu trabalho demais, não tenho como!”. E por que eu digo que seria uma desculpa? Por que na verdade eu deveria dizer: “Obrigada, mas eu não tenho interesse em dança!”

A velha mania de se dar a desculpa da falta de tempo se estende a tudo: a fazer comida de verdade e caseira, a praticar exercícios físicos, até para leitura se usa essa desculpa. E quando ouço de coachees  “Eu não consigo negar o bolo que meu marido passa comendo, ele é culpado por eu não seguir a dieta!!”, na verdade, é a maior de todas as desculpas esfarrapadas que posso ouvir, por que na verdade, seu marido não tem nada a ver com a sua falta de interesse momentânea de emagrecer! Para você, neste momento que sucumbe, o comer o bolo é muito mais interessante que o fato de emagrecer. Seria mais sensato, neste momento, no lugar de colocar a culpa no pobre do marido ou do filho ou do cachorro, assumir o seu querer: “Eu vou comer o bolo por que ele é interessante para mim agora e gosto!”. Quando a vontade de emagrecer é maior que tudo, o resto se torna insignificante. Nessa hora o foco está a mil e “eu não quero, obrigada!” vem à boca de forma muito natural e certa.

Vamos jogar o exemplo a outra coisa: Corrida.  Eu acho lindo correr. Mesmo com meus 118kg sabia que um dia iria correr. O que tinha de diferente entre mim com 118kg e a outra pessoa eram somente 54kg. Um detalhe- Por quê? Porque peso eu pude perder, passei um pouquinho de esforço pessoal, emagreci e aprendi a correr: eu tinha duas pernas e força de vontade, e mais: Interesse em correr!!!   Tanto que depois da minha perda maior de peso aprendi a correr, demorei 6 semanas para conseguir correr 5km sem parar…e atualmente corro 7km 4x na semana. Mágica? Não. Apenas queria correr, era interessante para mim.

Agora imagine uma pessoa que não se interessa muito pelo correr, ser convidada a ir a uma corrida de rua. Chegando lá ela está de chinelo e meia e diz com a maior cara lavada: “Puxa…correr cansa né gente? Então, mas acho que não vou correr com vocês pois esqueci que tinha que usar tênis! Nem percebi e vim de chinelo! Nossa, acho que então eu não poderei ir com vocês, não é?”. Nós não precisamos inventar desculpas para o nosso não querer. Apenas assuma seu interesse sem medo e sem vergonha. Para você no momento é mais interessante comer pamonha a fazer dieta? Assuma isso. Para você no momento é mais interessante aprender tricô a ler um livro? Assuma isso. O que não devemos é ficar inventando desculpas esfarrapadas pensando que os outros acreditam nisso.

Há pessoas que com a desculpa de não gostar de abobrinha se joga no pudim. Outras com a desculpa de estar lesionada no braço acha que não pode fazer mais nada de esporte e por isso não vale fazer dieta e se joga para cima da carbolândia. Complicado, não é? Uma coisa não exclui outra: se não pode comer ovo, coma carne! Se não pode comer abobrinha, coma berinjela. O que não pode acontecer é colocar coisas externas como culpadas por nossos deslizes e fracassos. Trace seu plano e siga. Você é o único responsável por andar na trilha ou fora dela. Temos nossas individualidades fisiológicas e de interesses que devem ser respeitadas, mas somos iguais perante a capacidade de conseguir ter sucesso. Absolutamente iguais. Se fulano conseguiu eu posso também. O que me impede?

Uma pessoa que nasce gorda não é fadada a ser gorda pelo resto da vida. Uma pessoa que nasce pobre não tem como sina ser pobre o resto da vida. Uma pessoa como eu que não sabe esquiar e cai como uma pata na neve não está fadada a não saber esquiar para o resto da vida: Tudo podemos conseguir. Depende do nosso interesse e do nosso desejo por esse algo novo.

Nós não somos obrigados a nada. Podemos tudo. Tudo pode ser aprendido. Podemos desenvolver raciocínio rápido e leitura dinâmica, mas sem interesse não teremos nada. Podemos emagrecer e aprender a correr se quisermos, mas sem interesse não teremos nada.

Podemos aprender a se maquiar (as moçoilas) mesmo sem nunca ter passado um batom, mas somente se houver interesse isso acontece.

Podemos tudo e temos direito a tudo. Somente não temos o direito de reclamar das escolhas que fizermos ou colocar a culpa de nossos fracassos pessoais nas coisas e em outras pessoas. A vida é seu carro. Quem dirige e acerta o rumo é somente você. Sua assinatura biológica é só você quem pode acionar. No lugar de gastar tempo procurando um culpado pelos seus deslizes, use esse tempo traçando melhores planos para alcançar a sua meta e ter o sucesso que tanto sonhou.  Reclame menos e saiba que você é o único responsável pelos seus resultados.

E lembre-se: nós podemos tudo que a mente desejar, basta acreditar e fazer acontecer!

 

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Autora:

Patricia Tassinari Master Coach

   

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