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Comer de tudo com moderação e equilíbrio… Será que dá certo??

Diva Osório

A ideia de que você pode comer de tudo um pouco, mas com medida e equilíbrio é tentadora e parece ótima!

Porém, será que funciona??

Acredito que para algumas pessoas, sim. Conheço algumas que conseguem finalizar o almoço e tranquilamente comer um brigadeiro ou um pedaço de Sonho de Valsa. Terminam por aí e continuam o seu dia tranquilamente.

Mas para mim, isso nunca funcionou. E nunca funcionou porque uma vez que eu provo algo assim tão absolutamente delicioso, não me satisfaço somente com um pedaço. E quero mais… e mais… e mais… A partir daí, muitas vezes o caminho não tem mais volta. Especialmente quando se tratando de pessoas como eu, que já sofreram com compulsão alimentar, especialmente por açúcar, a dificuldade de provar um pedaço do bolo e não avançar para comer o bolo inteiro é grande. E o sacrifício envolvido nisso é grande também.

O ciclo do vício por açúcar é intenso. Entenda que o que você come é responsável por uma cascata de hormônios que influenciam suas emoções e seu comportamento. Essa é a neuro-regulação do apetite. A chave é o cérebro. Nosso cérebro procura por sabores que nos trazem sensações de prazer. Por isso, quando estamos ansiosos, tristes, irritados, muitas vezes usamos comida como fuga. É uma forma de literalmente sairmos da nossa realidade, quando buscamos pequenos momentos de prazer em alimentos que nos trazem uma sensação temporária (e falsa) de felicidade.

Então, essa história de “de tudo em equilíbrio” é linda e tentadora. No papel. Mas muitas vezes não funciona, e pode ser a ponta do Iceberg ao caminho do desequilíbrio e ciclos compulsivos.
Isso acontece com muitas pessoas. Comem um pouquinho de açúcar, perdem o controle, e já se jogam em um poço sem fundo. E o pior: são vistas como pessoas sem força de vontade. Mas não é so força de vontade. Não se trata de uma falha comportamental. Mas de uma condição química.

O consumo de açúcar pode ativar estados de recompensa e desejos incontroláveis no nosso cérebro, similares a drogas. Isso explica a dificuldade que temos em controlar o consumo de doces quando constantemente expostos à eles. Somente o sabor doce já é capaz de ativar esse processo em algumas pessoas, portanto o uso de adoçantes, mesmo considerando que não têm calorias, ainda pode desencadear um processo compulsivo.

Vamos procurar entender um pouco mais sobre o que acontece, fisiologicamente falando, quando comemos açúcar:

Você come açúcar, e estimula reações cerebrais e ativa hormônios como dopamina, que é responsável pela sensação de recompensa e prazer, estimulando pensamentos e sensações prazeirosas. O que acontece então? Você quer consumir mais. Mas a estimulação a longo  prazo desse centro, estimula o processo de vício. Você consome açúcar, seu núcleo cerebral recebe um sinal de dopamina. Você sente prazer. Então você consome mais.
O problema é que com a exposição prolongada, o sinal de dopamina fica cada vez mais enfraquecido. Então, em busca do prazer que você sentia antes, você precisa consumir uma quantidade maior de açúcar para obter o mesmo efeito. E se você retira essa substância, sofre com abstinência. Tolerância e abstinência constituem vício.

A verdade é que, uma pessoa viciada em açúcar não pode comer a primeira mordida, assim como o alcoólatra não pode tomar o primeiro gole. Fatalmente, ele irá exagerar e ser visto como alguém fraco.

O que fazer então?

A solução é simples e clara. Não consuma açúcar. Evite a primeira mordida.

Isso significa que você nunca mais poderá comer um doce?
Não sei… talvez… mas não necessariamente. Acredito que uma vez que você já tenha adquirido certo controle sobre o vício, até pode resolver se permitir um momento no qual abrirá uma exceção para provar uma sobremesa deliciosa em um casamento, por exemplo. Porém, entenda as consequências disso e saiba lidar com elas. Uma vez que você provou, pode ser que venha a ter desejos de comer mais e mais. A partir daí, cabe a você certa dose de sacrifício e auto-controle em não ceder aos próximos desejos, até que consiga reconquistar o auto-controle novamente.

A chave do processo está no auto-conhecimento. A única pessoa que pode decidir se vale a pena ou não, é você mesma…

“Aquele que olha para fora sonha. Aquele que olha para dentro, acorda.”

 

Autora:

Diva Osório – Diário Paleo

 

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