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Emagrecer com saúde é possível – A história inspiradora de Mônica Souza

Janaína Marra

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Emagrecer é possível! Emagrecer com saúde e qualidade de vida é algo que pode transformar você para sempre!

Para mostrar que esse processo vale a pena, entrevistei Mônica Souza, criadora da Cozinha Consciente.

Ela chegou a pesar 106 kg. Perdeu mais de 45 kg e atualmente pesa 60 kg.

Na entrevista, ela conta sobre seu passado de obesidade, suas dificuldades, sobre a cirurgia bariátrica e como conseguiu, de uma vez por todas, emagrecer e manter o seu peso através da alimentação e do autoconhecimento.

Ela é uma verdadeira inspiração! 

Seja para você, seja para ajudarmos alguém próximo que precisa do nosso apoio e incentivo no processo de emagrecimento ou para nos colocarmos no lugar do outro, enxergando suas dificuldades, sem fazer julgamentos e críticas desconstrutivas.

Seu relato é emocionante e irá tocar o seu coração.

Conheça a sua história e o seu processo de transformação nesta entrevista exclusiva!

EMAGRECER COM SAÚDE É POSSÍVEL – A HISTÓRIA INSPIRADORA DE MÔNICA SOUZA

1. VOCÊ TEM CASOS DE OBESIDADE NA FAMÍLIA?

Sim, minha mãe e quase todos os meus irmãos têm ou já tiveram problemas com sobrepeso ou obesidade.

2. COMO ERAM OS HÁBITOS ALIMENTARES NA CASA DE SEUS PAIS?

Meu pai se alimentava muito bem, com comida simples, mas sempre comida de verdade. Só fazia três refeições por dia.

Minha mãe era o contrário: trocava comida por pães, biscoito e bolo e beliscava o tempo todo.

Em casa, a comida era bem comum, sem muitos industrializados, mas rica em carboidratos refinados, como, por exemplo: pão francês no café da manhã, arroz, feijão, massas uma a duas vezes na semana. Biscoitos mais simples, como polvilho e maria (não havia consumo de biscoito recheado, por exemplo), bolo no final de semana.

Mas sempre havia verduras na mesa e frutas.

Manteiga e queijo nunca faltavam. Embutidos eram pouco consumidos.

Refrigerantes só nos finais de semana, mas sucos adoçados quase todos os dias. Café também era já preparado com açúcar.

Doces e guloseimas eram raros ou presentes apenas no final de semana.

3. QUANDO VOCÊ COMEÇOU A ENGORDAR E ENTROU NUM CAMINHO SEM VOLTA, CHEGANDO A PESAR 106KG?

Comecei a engordar no final da adolescência, início da vida adulta.

O ganho de peso foi gradual.

Com a ida para a faculdade e maior autonomia para decidir o que comer na rua, fui fazendo escolhas ruins.

Passei a fazer mais lanches na cantina da faculdade, a comprar doces quase todos os dias. Eu entrei para a faculdade com uns 70 kg e saí com mais de 80 kg.

Até chegar a 106 kg foram muitas idas e vindas.

Aos 19 anos fiz uma avaliação médica que detectou resistência à insulina.

Minha família ficou apavorada, já que minha avó tinha morrido de complicações da diabetes, minha mãe já estava diagnosticada e minhas tias também.

Assim, fui parar num endócrino que me receitou aquelas bombas para emagrecer.

Na época, eu estava começando a engordar, devia ter em torno de 70 kg. Daí começou a roda viva do efeito sanfona.

Sete anos depois voltei ao mesmo médico, com 75 kg. E tomei novamente a bomba de remédios.

Emagreci 15 kg, parei de tomar a medicação abruptamente, casei-me e voltei a engordar desmedidamente.

“Sempre que me aproximava dos 80 kg eu procurava alguma saída para o meu problema, mas ancorada numa solução externa: novo médico, novo nutricionista, nova medicação, novo tratamento. As únicas coisas velhas éramos eu e meus hábitos ruins, que nunca melhoravam.

E os tratamentos giravam sempre em torno de dietas de baixas calorias, sem gorduras, poucos carboidratos e muita fome.“

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4. COMO ERA A SUA VIDA? VOCÊ SE SENTIA BEM E FELIZ OU ALGO TE INCOMODAVA?

Eu sou a caçula de 11 filhos, temporã, com irmãos bem mais velhos.

Cresci num ambiente muito desafiador e cheio de cobranças de perfeição e muito julgamento. Sinto que isso afetou a minha autoestima.

Cresci me sentindo sempre insuficiente para atender as expectativas dos outros.

5. COMO VOCÊ LIDAVA COM A OBESIDADE? ERA BEM ACEITA OU ENFRENTOU CRÍTICAS E PRECONCEITOS?

Enfrentei críticas em casa, em família, o tempo todo. Sempre a preocupação com a saúde.

Preconceito, nunca.

Eu me chateava por não conseguir resultados, por não poder comer tudo o que eu quisesse, por ter que fazer dietas restritivas e chatas.

Era praticamente impossível conseguir encontrar roupas bonitas e modernas no meu tamanho. Só havia roupas plus size com estilo senhoril, estampas tristes, cortes sofríveis. Tudo ficava feio.

“Estar acima do peso sempre foi um desafio. Nunca aceitei meu corpo e me sentia inadequada na minha própria pele.”

Eu fiz terapia durante um bom tempo e lembro de uma dinâmica onde cheguei à conclusão de que a gordura era como uma capa protetora. Eu sentia que ela não me pertencia, que escondia quem eu realmente era.

Apesar de gorda, eu tinha uma aparência boa, sabe aquelas pessoas que sempre ouvem: “nossa, você tem um rosto tão lindo, porque não emagrece?”. Foi o que mais ouvi a vida inteira.

Eu procurava me arrumar, nunca fui desleixada com a minha aparência. Buscava estar bem vestida, com o cabelo bonito, maquiada.

Não me recordo de perceber rejeição à minha pessoa por ser gorda.

Sempre consegui os empregos que queria, fazia amizades de acordo com a minha vontade, não me sentia excluída. Ou não percebia nada, se houvesse.

A inadequação era minha, mesmo.

Eu evitava algumas situações por receio, mas não me lembro de situações específicas de rejeição.

Uma situação engraçada que vivi numa loja de biquínis bem chique e famosa, num shopping lotado, em véspera de Natal: eu pedi um maiô e a atendente perguntou se era para mim.

Eu respondi que sim. Como a loja estava muito cheia, ela, lá de baixo, do meio da loja, ao meu lado, começou a gritar para a estoquista que estava no mezanino: maiô G!!!, maiô G!!!.

Foi engraçado e constrangedor para mim, mas eu não sei se as pessoas ao lado estavam me notando, não sei se perceberam.

Eu estava rindo de mim, não elas. Por isso, penso que o problema estava em mim, na antecipação que eu fazia da rejeição e não na ocorrência do fato em si.

Uma outra coisa que me lembro agora era a questão de comer na presença de outras pessoas.

“Eu sempre achava que estavam me observando e julgando. Eu era aquela que se sentava na última mesa lá do cantinho no restaurante de fast food, nas lanchonetes ou na praça de alimentação dos shoppings.

Eu queria me esconder dos outros. Eu tinha vergonha de estar comendo aquele tipo de comida que eu sabia que era ruim para mim.”

6. VOCÊ FICOU DOENTE POR CAUSA DA OBESIDADE E DO EXCESSO DE PESO?

Eu tinha resistência à insulina, síndrome dos ovários policísticos, dislipidemia (níveis elevados de gordura no sangue), esteatose hepática (gordura no fígado), artrose nos dois joelhos, dores nos quadris e pressão sanguínea já começando a subir.

Tinha também apneia do sono.

Não posso esquecer de mencionar um cansaço crônico, muito sono e falta de energia e disposição.

7. QUANDO VOCÊ PERCEBEU QUE PRECISAVA MUDAR? O QUE VOCÊ CHEGOU A FAZER PARA TENTAR EMAGRECER?

Quando eu cheguei a pesar 106 kg (e com todo o quadro descrito acima), todos os sinais de alerta piscaram para mim em neon!

Eu estava muito cansada e desanimada, nada dava certo.

“Eu chegava perto dos 80 kg e desistia novamente, porque era muito sacrificante fazer dieta restritiva o tempo todo, lidar com a fome, com a vontade de comer descontrolada. 

Eu temia sempre o reganho de peso, aquele fantasma que me assombrava, aquela sensação de estar se sacrificando para ter todos os resultados perdidos em pouco tempo.

Uma falta de esperança absurda me rondava.”

Eu já havia feito todos os tipos de dietas conhecidas, tratamento com nutrólogo, com ortomolecular, endócrinos tradicionais, psicólogos, inúmeros nutricionistas, vigilantes do peso, dieta dos pontos, acupuntura, dietas de baixíssimas calorias, shakes, pós e chás, tudo, tudo, tudo.

Menos Dieta Atkins, porque, né? Naquela época proteínas e gorduras eram demonizadas!

Shake cheio de químicos e bruxarias? Sim! Comida de verdade? Não!

Pois é, talvez a Atkins poderia ter sido a minha saída, mas agora não dá mais para saber…

8. VOCÊ TOMOU REMÉDIO PARA EMAGRECER? SE SIM, VALEU A PENA?

Sim. Tomei remédio para emagrecer.

Perdia completamente a fome e a razão: irritabilidade e agressividade eram constantes. Sentia tremores e fraqueza o tempo todo.

“Os remédios não me ajudavam em nada a comer melhor.”

9. COMO FORAM OS PROCESSOS DE IDAS E VINDAS PARA TENTAR EMAGRECER? ABALOU SEU EQUILÍBRIO FÍSICO E EMOCIONAL?

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Sim, com toda a certeza.

Eu me sentia sempre um fracasso. A sensação de fraude, mesmo quando estava tentando comer bem, sempre me rondava.

Apesar de colocar muita expectativa no início de cada processo, o medo de fracassar estava sempre lá. Isso mina a confiança de qualquer um.

10. POR QUE VOCÊ RESOLVEU FAZER A CIRURGIA DE REDUÇÃO DE ESTÔMAGO, APESAR DE SER CONSIDERADA DE ALTO RISCO?

Por falta de esperança em qualquer outro caminho, já que eu havia percorrido todos os que eu conhecia e nada gerava resultados duradouros.

Achei que com a cirurgia bariátrica (redução de estômago) eu conseguiria emagrecer tudo que precisava de forma mais rápida, ultrapassando aquela marca onde sempre parava e desistia.

Eu queria uma solução e ela me pareceu a única saída naquele momento.

A ideia da bariátrica surgiu quando encontrei com um amigo. Eu não sabia que ele tinha se submetido à cirurgia quando o reencontrei. Praticamente não o reconheci.

Ele havia perdido 65 kg. Era impressionante a transformação.

Ele me contou do seu processo e me recomendou seu médico, um dos melhores de Brasília.

Decidi que iria lá conversar com o doutor.

Minha confiança nele foi instantânea. Eu senti muita segurança e muito compromisso e responsabilidade da parte dele.

Para realizar a cirurgia, ele exige acompanhamento nutricional e psicológico com a sua equipe.

Não tem essa de consultar e operar daqui a 15 dias. Há um chão a percorrer. E eu cheguei até a desistir no meio do processo. Da primeira consulta à cirurgia foram 5 meses.

Eu fiz muitos exames, fiz o acompanhamento com a equipe, fui às reuniões em grupo.

Pesquisei muito na internet, entrava em blogs com casos de sucesso e com histórias que não deram certo. Eu queria saber exatamente tudo, de bom e de ruim.

Para operar, meu médico me disse que eu precisava emagrecer.

Um contrassenso para mim. Afinal, eu estava lá para resolver essa questão de não conseguir perder peso.

Então, por que ele queria que eu emagrecesse antes da cirurgia?

Ele me disse que uma perda de peso mínima já me colocaria numa posição metabólica melhor, o que seria bom para mim durante a cirurgia e demostraria o meu compromisso com a alimentação, que certamente deveria ser a tônica de todo o processo.

➡ Não me esqueço da frase que ele mais repetia para mim: “Vou operar seu estômago, não a sua cabeça!”.

11. COMO FOI O PROCESSO DE EMAGRECIMENTO APÓS A BARIÁTRICA?

O processo de emagrecimento foi muito tranquilo.

O meu pós-cirúrgico foi bastante suave. Eu não sentia dores, desconforto, nada! Mas segui à risca todas as orientações sobre a alimentação no pós-imediato e no primeiro ano. Fiz tudo muito certo.

Eu eliminei 43 kg em 1 ano.

Não fiz nenhuma dieta específica. Apenas procurava não comer “porcarias” e fui melhorando a qualidade da alimentação.

12. VOCÊ SOFREU EFEITOS COLATERAIS COM A CIRURGIA DE REDUÇÃO DE ESTÔMAGO?

Tem 8 anos que fui operada.

Não tenho carências vitamínicas. Por exemplo: eu nunca precisei repor a vitamina B12, o que é comum em operados.

Ano passado eu tive uma baixa de ferritina (já tinha antes da cirurgia, comprovei isso nos meus exames pré-cirúrgicos). Como eu não consigo tomar o suplemente de Ferro, que me causa um desconforto estomacal muito grande, eu fiz a reposição endovenosa.

Sinto que meus cabelos sofreram um pouco. Eles caem com mais frequência e são mais finos do que antes.

Minha pele eu considero ótima. Não tenho aquela aparência amarelada e macilenta que muitas pessoas têm.

Posso comer de tudo. Não tenho problemas com texturas, o que é comum em algumas pessoas. Por exemplo: tem gente que não pode comer arroz, peito de frango ou farofa, que “entalam”. Eu como de tudo, sem problemas.

Não tenho nenhuma complicação de saúde que seja em decorrência da cirurgia.

 “O único ponto que eu negligenciei foi quanto à perda de massa muscular.

Quando se perde muito peso, sem cuidar de manter a saúde muscular com exercícios específicos para isso, a consequência pode ser um corpo com uma estrutura mais fraca.”

Depois da cirurgia, sempre pratiquei algum tipo de atividade física, como caminhadas, corridas leves, pilates. Nunca fiquei parada. Essas atividades foram muito boas para minha saúde geral, mas insuficientes para minha saúde muscular.

Hoje, eu tenho como consequência o agravamento de desvios na coluna cervical, torácica e lombar (sim, nos três níveis!).

Estou cuidando da parte mais aguda com medicação e RPG para poder fazer aquilo que eu devia ter feito desde sempre: musculação.

💡 Fica aqui o alerta: especialmente se você tem muito peso a perder, faça musculação!

Sempre vou necessitar de controle e acompanhamento médico. Checar os níveis de vitaminas e minerais é importantíssimo, porque a absorção deles fica prejudicada. A vigilância com a saúde geral, óssea e muscular será eterna.

13. MESMO DEPOIS DE PERDER BASTANTE PESO COM A CIRURGIA BARIÁTRICA, VOCÊ VOLTOU A ENGORDAR?

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Sim. Depois de uns 3 anos eu comecei a engordar.

Atribuo isso a fatores emocionais e a um não entendimento de que a resistência à insulina não melhora apenas com a cirurgia.

Eu precisava monitorar a quantidade de carboidratos que comia.

“Com a cirurgia bariátrica, você passa a ter que comer menos a cada refeição, mas isso não significa que vai comer melhor.”

Com o estômago reduzido, a porção diminui, mas você pode fracionar as quantidades ao longo do dia.

Eu não consigo comer 3 pedaços de pizza grandes, mas posso comer dois agora, dois daqui a duas horas, mais dois daqui a 4 horas… e por aí vai.

Com o tempo o tamanho do estômago aumenta. E você vai podendo comer cada vez mais.

Soma-se a isso algo que me tirou da rotina: tempo reduzido para cuidar da alimentação, falta de prioridade com a qualidade, tensão do dia a dia, doenças sérias na família… e a bola de neve cresceu novamente.

Depois da cirurgia, eu passei a me preocupar muito com a qualidade do que eu comia. Eu achava que o problema era só esse: qualidade.

Então, sendo comida de verdade, eu podia comer o quanto quisesse.

Banana com mel, tapioca, bolo feito em casa com farinhas sem glúten, doces feitos com açúcar mascavo, sobremesas à base de frutas, pão de queijo caseiro, bolo de banana com aveia, pães com farinhas alternativas sem glúten. Massas caseiras ou de grano duro de excelente qualidade.

Percebe?

“Apesar de ser uma alimentação de qualidade, ainda assim era carregada de carboidratos que, para minha condição de resistente à insulina, significaram aumento de peso ao longo do tempo.

Ou seja: apesar de ter operado o estômago, eu ainda não tinha retirado da minha alimentação algo que realmente me fazia mal e piorava a minha saúde: o carboidrato.”

Eu não voltei a engordar tudo de novo. Com 12 kg a mais, eu vi que precisava novamente de um cuidado especial.

14. O QUE VOCÊ FEZ PARA PERDER O PESO ADQUIRIDO APÓS A CIRURGIA BARIÁTRICA E CONSEGUIR MANTÊ-LO DESDE ENTÃO?

Com o meu trabalho na Cozinha Consciente, eu passei a pesquisar e a querer entender tudo sobre comida livre de industrializados e sobre os conceitos de comida de verdade.

Foi um pulo para começar a ler sobre a alimentação ancestral, a chamada “Dieta Paleo”.

Como eu estava engordando, minha busca avançou um pouco mais nesse sentido: de entender como eu poderia continuar comendo com qualidade e voltar a emagrecer.

Foi aí que eu passei a estudar a estratégia Low Carb, Healthy Fat.

A Low Carb possibilitou que eu controlasse a resistência à insulina e voltasse a emagrecer.

💡 Saiba mais sobre a Low Carb acessando esses dois artigos de enorme sucesso do site sobre o assunto:

➡ Dieta Low Carb – Entrevista com o Dr. Marcelo Denaro, médico estudioso no assunto;

➡ Alimentos na Dieta Low Carb: quais podem ser consumidos e quais devem ser evitados.

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Autora:

Janaína Marra – Vivo Leve

  

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